domingo, 18 de dezembro de 2011

Imagens do Brasil logo após a chegada dos portugueses

               
Primeiras incursões portuguesas em terra brasilis


Quadro pintado por Vitor Meireles - A Primeira Missa no Brasil


quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Imagens sobre o Brasil Colônia

Ficheiro:Engenho com capela.jpg
Engenho de cana-de-açúcar em Pernambuco - Pintado pelo holandês Frans Post -século XVII

A Primeira Missa no Brasil - Quadro de Vitor Meireles



Chegada da esquadra de Cabral no litoral brasileiro

Planta da cidade de Salvador






Debret - Diferentes Nações Negras - Força motriz da economia colonial


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Pequeno resumo da criação do Governo Geral No Brasil em 1549




Criação do sistema 

Em função do desempenho insatisfatório do sistema de Capitanias Hereditárias, D. João III, rei de Portugal resolveu criar o Governo-Geral no Brasil no ano de 1549. Era uma forma de centralizar o poder na colônia e acabar com a desorganização administrativa.

Governadores Gerais 
Os três governadores gerais do Brasil que mais se destacaram foram Tomé de Souza, Duarte da Costa e Mem de Sá.

Resultados 
Como resultados da implantação deste sistema político-administrativo no Brasil, podemos citar: catequização de indígenas, desenvolvimento agrícola e incentivo à vinda de mão-de-obra escrava africana para as fazendas brasileiras.

Este sistema durou até o ano de 1640, quando foi substituído pelo Vice-Reinado.

http://www.suapesquisa.com/colonia/governo_geral.htm
http://www.google.com.br/search

O Governo Geral no Brasil Colônia

         
Chegada de Tomé de Souza à Bahia, SP, Biblioteca Municipal


           Com a finalidade de "dar favor e ajuda" aos donatários e centralizar administrativamente a organização da Colônia, o rei de Portugal resolveu criar, em 1548, o Governo Geral. Resgatou dos herdeiros de Francisco Pereira Coutinho a capitania da Bahia de Todos os Santos, transformando-a na primeira capitania real ou da Coroa, sede do Governo Geral. Esta medida não implicou a extinção das capitanias hereditárias e até mesmo outras foram implantadas, como a de Itaparica,  e a do Recôncavo Baiano, em 1566. No século XVII continuaram a ser criadas capitanias hereditárias para estimular a ocupação do Capitania do Maranhão.

Francisco Pereira Coutinho - Donatário da Capitania da Bahia de Todos os Santos


          Um Regimento instituiu o Governo Geral. O documento detalhava as funções do novo representante do governo português na Colônia. O governador geral passou a assumir muitas funções antes desempenhadas pelos donatários. A partir de 1720 os governadores receberam o título de vice-rei. O Governo Geral permaneceu até a vinda da família real para o Brasil, em 1808.

Tomé de Souza-  - 1º Governador Geral do Brasil

          Tomé de Sousa, o primeiro governador do Brasil, chegou em 1549 e fundou a cidade de Salvador, a primeira da Colônia. Trouxe três ajudantes para ocupar os cargos de: provedor – mor,  encarregado das finanças; ouvidor - geral, a maior autoridade da justiça; e o de capitão - mor da costa, encarregado da defesa do litoral. Vieram também padres jesuítas chefiados por Manuel da Nóbrega, encarregados da catequese dos indígenas e de consolidar, através da fé, o domínio do território pela Coroa portuguesa.
          O controle da aplicação da justiça e a expansão da fé cristã, ações atribuídas ao Governo Geral, eram expressivas em relação ao momento pelo qual passavam as monarquias européias: o absolutismo e os movimentos decorrentes do surgimento do protestantismo.
          Em 1551, no governo de Tomé de Sousa, foi criado o 1º Bispado do Brasil com sede na capitania real, sendo nomeado bispo D. Pero Fernandes Sardinha. Foram também instaladas as Câmaras Municipais, compostas pelos "homens bons": donos de terras, membros das milícias e do clero. Nesse período ainda foi introduzida, nessa capitania, a criação de gado e instalados engenhos. Com essas medidas o governo português pretendia reafirmar a soberania e a autoridade da Metrópole, e consolidar o processo de colonização.

Tomé de Souza participou pessoalmente nos trabalhos da fundação de Salvador

          Foi ainda no período do governo de Tomé de Sousa que chegou ao Brasil um considerável número de artesãos. De início trabalharam na construção da cidade de Salvador e, depois, na instalação de engenhos na região. Eles eram mão - de - obra especializada tão necessária na Colônia que a Coroa lhes ofereceu, caso viessem para o Brasil, isenção de pagamento do dízimo pelo mesmo prazo dado aos colonos.
          Os governadores seguintes, Duarte da Costa (1553 - 1557) e Mem de Sá (1557 - 1572), reforçaram a defesa das capitanias, fizeram explorações de reconhecimento da terra e tomaram outras medidas no sentido de reafirmar e garantir a colonização. Mas enfrentaram grandes dificuldades: choques com índios e com invasores, especialmente os franceses; conflitos com o bispo, e com os próprios jesuítas que se opunham à escravidão indígena, e entre antigos e novos colonos.

Duarte da Costa - 2º Governador Geral

 
Mem de Sá - 3º e último Governador Geral


embaixada-portugal-brasil.blogspot.com

 
 

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

A Torre de Belém

          A Torre de Belém é um dos monumentos mais expressivos da cidade de Lisboa. Localiza-se na margem direita do rio Tejo, onde existiu outrora a praia de Belém. Inicialmente cercada pelas águas em todo o seu perímetro, progressivamente foi envolvida pela praia, até se incorporar hoje à terra firme. O monumento se destaca pelo nacionalismo implícito, visto que é todo rodeado por decorações do Brasão de armas de Portugal, incluindo inscrições de cruzes da Ordem de Cristo nas janelas de baluarte; tais características remetem principalmente à arquitetura típica de uma época em que o país era uma potência global (a do início da Idade Moderna). Classificada como Património Mundial pela UNESCO desde 1983, foi eleita como uma das Sete maravilhas de Portugal em 7 de julho de 2007.
          Originalmente sob a invocação de São Vicente de Saragoça, padroeiro da cidade de Lisboa, designada no século XVI pelo nome de Baluarte de São Vicente a par de Belém e por Baluarte do Restelo, esta fortificação integrava o plano defensivo da barra do rio Tejo projetado à época de João II de Portugal (1481-95), integrado na margem direita do rio pelo Baluarte de Cascais e, na esquerda, pelo Baluarte da Caparica. O cronista Garcia de Resende foi o autor do seu risco inicial, tendo registado:
"E assim mandou fazer então a (...) torre e baluarte de Caparica, defronte de Belém, em que estava muita e grande artilharia; e tinha ordenado de fazer uma forte fortaleza onde ora está a formosa torre de Belém, que el-Rei D. Manuel, que santa glória haja, mandou fazer; para que a fortaleza de uma parte e a torre da outra tolhessem a entrada do rio. A qual fortaleza eu por seu mandado debuxei, e com ele ordenei a sua vontade; e tinha já dada a capitania dela [a] Álvaro da Cunha, seu estribeiro-mor, e pessoa de que muito confiava; e porque el-Rei João faleceu, não houve tempo para se fazer" (RESENDE, Garcia de. Crônica de D. João II, 1545.),
          A estrutura só viria a ser iniciada em 1514, sob o reinado de Manuel I de Portugal (1495-1521), tendo como arquitecto Francisco de Arruda. Localizava-se sobre um afloramento rochoso nas águas do rio, fronteiro à antiga praia de Belém, e destinava-se a substituir a antiga nau artilhada, ancorada naquele trecho, de onde partiam as frotas para as Índias. As suas obras ficaram a cargo de Diogo Boitaca, que, à época, também dirigia as já adiantadas obras do vizinho Mosteiro dos Jerónimos. Concluída em 1520, foi seu primeiro alcaide Gaspar de Paiva, nomeado para a função no ano seguinte.
          Com a evolução dos meios de ataque e defesa, a estrutura foi, gradualmente, perdendo a sua função defensiva original. Ao longo dos séculos foi utilizada como registo aduaneiro, posto de sinalização telegráfico e farol. Os seus paióis foram utilizados como masmorras para presos políticos durante o reinado de Filipe II de Espanha (1580-1598), e, mais tarde, por D. João IV de Portugal (1640-1656). O Arcebispo de Braga e Primaz das Espanhas, D. Sebastião de Matos de Noronha (1586-1641), por coligação à Espanha e fazendo frente a D. João IV, foi preso e mandado recluso para a Torre de Belém.

                                       

        

A Expansão Ultramarina

          A Expansão Ultramarina e a Revolução Comercial caminharam juntas. Durante os séculos XV, XVI e XVII, várias nações se lançaram aos mares, eram dois os motivos principais: encontrar um novo caminho que os levassem às Índias e a procura por novos territórios. Pela primeira vez na história, vai se comprovar a esfericidade da Terra e a inteligação dos oceanos. À medida que a Europa começava a emergir das calamidades herdadas do século XIV, novos desafios apresentavam-se às monarquias nacionais e esses desafios apontavam em diração ao mar, para a expansão das nações européias em direção a outros continentes. Vários fatores contribuiram para a chamada "Grandes Navegações", primeiramente, foi o déficit em relação ao comércio com o Oriente; eles compravam mais do que vendiam, causando desigualdades na balança comercial; outro grande problema era o monopólio das cidades italianas de Gênova e Veneza ao comércio das Índias; um outro fator preponderante foi a aliança entre burqueses e reis, através das monarquias nacionais. Portugal foi o primeiro país européu a se lançar às Grandes Navegações e inúmeras razões concorreram para isso.: a insuficiência portuguesa em metais preciosos para a cunhagem de moedas, o que foi chamado de fome metálica; a falta de produtos agrícolas e de mão de obra, já que o país é pequeno e com pouca terra propícia à agricultura; o desejo de expandir a fé cristã; e a necessidade de novos mercados.  A Escola de Sagres  vai ter um papel muito importante nesse processo devido aos estudos teóricos naúticos. Portugal tinha posição geográfica privilegiada e era um ponto de escala comercial para os navios que vinham de cidades italianas pelo Mediterrâneo rumo ao norte da Europa. A conquista de Ceuta em 1415, vai se tornar o marco inicial da expansão ultramarina portuguesa. 

                                      
                                                                              Torre de Belém, simbolo das grandes navegações

Primeiro mapa a registrar o novo continente com o nome "América", em 1507

                
                   Primeiro mapa a registrar o novo continente com o nome "América", em 1507.